Quem não conhece o herói sem nenhum caráter? Um personagem que retrata o jeitinho brasileiro, com todos os defeitos e virtudes. A famosa obra de Mário de Andrade, concebida em pleno auge do modernismo no Brasil, tornou-se um marco na literatura nacional.
Com seu esquema inovador de narrativa, ignorando a relação entre tempo e espaço, Macunaíma foi escrito em apenas “seis dias de cigarros e cigarras”, nas palavras do autor, em um “estado de possessão preparada” que resultou na sua célebre criação. O local? A chácara da Sapucaia (em Araraquara/SP), propriedade do querido tio Pio, pessoa que detinha muita consideração de Mário. Pio Lourenço Corrêa teve grande participação no processo criativo da história, sendo ele uma grande referência intelectual para o autor de Macunaíma.
O SESC Araraquara trouxe Macunaíma de volta à sua “cidade natal” e inaugurou a exposição Na Terra de Macunaíma, com a produção cenográfica realizada pela Candotti Cenografia. A mostra fazia convite para uma viagem através do universo da obra; mostrando fatos que iam desde a sua concepção até a repercussão gerada.
Você sabia que, no carnaval, os ritmos que embalam a folia pelo Brasil afora vão muito além do tradicional samba? A cultura brasileira é vasta em relação a manifestações populares mas, infelizmente, acabam permanecendo restritas às suas regiões de origem.
Este é o caso do carnaval em Pernambuco. Já se deu conta da riqueza cultural que lá está presente? Você vai descobrir uma grande variedade de costumes e rituais que fazem deste estado, quando se trata de eventos carnavalescos, uma grande referência.
Foi construída, no SESC Vila Mariana, uma instalação cenográfica com o objetivo de aproximar as tradições nordestinas da população paulista, que, dificilmente, tem um contato mais próximo com estilos carnavalescos fora do sudeste.
A Candotti Cenografia esteve presente no projeto cenográfico da nona edição do Prêmio Visa de Música Brasileira – evento idealizado pela Rádio Eldorado e patrocinado pela Visa. Considerado como um dos mais importantes eventos que homenageiam os novos talentos da música nacional; o prêmio é um grande sucesso caracterizado pelo alto número de inscrições recebidas.
Tivemos a honra de criar e montar a cenografia do evento, que ocorreu na antiga casa de espetáculos Tom Brasil, atual Espaço HSBC Brasil em São Paulo. O conceito criativo foi um dos momentos mais interessante deste trabalho. Considere o logotipo da premiação. Pronto?
Na história do samba brasileiro, um nome que se propaga através das gerações é a de Angenor de Oliveira. Até mesmo quem não gosta do ritmo musical certamente ouviu falar sobre sua grande importância para o mesmo.
Não sabe quem é? Ah sim, estamos falando do grande colaborador na fundação da Estação Primeira de Mangueira: o inesquecível Cartola. Um apelido incomum! Contam que o recebeu por trabalhar, antes do início de sua carreira artística, como servente de obras e usar um chapéu-coco como proteção contra respingos de cimento que caíam do alto.
Tido por muitos como o maior sambista da história da música brasileira, suas composições eram geniais. Ainda assim, sua história de vida não foi nada fácil. Dificuldades financeiras na família fizeram parte de sua infância, levando-a viver na morro da Mangueira – lugar onde descobriria, mais tarde, seu grande talento como sambista. A vida de Cartola se tornou mais difícil ao perder sua mãe aos 15 anos, o que acarretou no abandono de seus estudos para que pudesse trabalhar. O seu dom musical aflorou a partir de encontros com amigos sambistas do morro (dentre eles Carlos Cachaça), que se organizavam no Bloco dos Arengueiros. A partir destes acontecimentos, seu nome passaria a fazer parte da história musical do país.
A mais admirável característica da noite é, com toda certeza, a inspiração que ela nos concede. Em pleno ambiente noturno é bem fácil permitir nosso imaginário navegar pelo oceano de possibilidades que está em nossa mente: a noite cai e a nossa visão permite que possamos brincar com as silhuetas que enxergamos, moldando-as ludicamente.
Pense só que interessante brincadeira pode surgir do contraste de luz e sombras em um dos principais monumentos-edifício da cidade de São Paulo. A Candotti Cenografia teve o prazer de encarar este desafio e remodelar a iluminação do Museu do Ipiranga, antes resumida a dois refletores e algumas poucas luminárias, para que o mesmo pudesse dar as boas-vindas ao ano 2000 com um novo visual.
O prédio, mantido pela Universidade de São Paulo, sofreu total restauração no ano de 1995 e, após sua conclusão, surgiu a necessidade de celebrar esta sua nova fase. Para tanto, a cenógrafa Yara Candotti desenvolveu a cenografia luminotécnica que pudesse fazer jus à grandiosidade do museu, uma requisição feita pela Siemens – patrocinadora desta idéia.
O resultado foi, literalmente, um espetáculo que pode ser assistido diariamente a partir do momento da ativação das luzes. O acendimento das lâmpadas é feito por etapas controladas por um computador; o tempo do processo totaliza-se em oito minutos de pura contemplação por parte dos espectadores: cada etapa envolve a iluminação gradual dos elementos que compõe o lado exterior da construção (janelas, ornamentos, etc).