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Ter, 16 de Março de 2010 17:50

Quando o tema da vez é passeio cultural, muita gente vai perceber que sua frequência nesse tipo de programa anda baixa. Alguns se dão conta de que, em semanas, não participam de nenhuma exposição; outros ficam encabulados ao admitir que não visitam museu há meses, mas tudo bem! Haverá os mais descuidados que esqueceram da última vez que prestigiaram algum evento de cultura. Infelizmente, também existem aqueles que não o fazem por outro motivo: simplesmente não podem.


O acesso público à informação e cultura é um direito garantido por lei, mas na prática, por vezes, é violado sob diferentes formas – ainda pior: a maioria das pessoas não consegue notar.


Pessoas com deficiência são comumente excluídas destas realizações pois os espaços não fornecem acessibilidade – tanto ao local físico quanto ao conteúdo exposto. Museus, eventos e mostras culturais objetivam a democratização da cultura. O triste fato é que quase sempre acabam por contradizer o ideal que desejam propagar. Como democratizar a cultura se parte do público continua distante e/ou impossibilitado de participar?



Para solucionar este conflito, investimentos devem ser feitos para garantir a acessibilidade. Considere que obstáculos físicos podem ser eliminados ou suavizados (através de elevadores ou rampas) e o conteúdo expográfico pode estar ao alcance de todos (em altura e tamanho que favoreçam a observação de todos) além de ser disponibilizado sob diversos formatos (audiodescrição, braile, libras, etc). Estes são apenas exemplos das várias melhorias que podem ser aplicadas em prol da inclusão dos deficientes.


A Candotti Cenografia apóia e se preocupa em executar projetos cenográficos inclusivos a fim de possibilitar a participação de todos os visitantes em exposições. Acreditamos que uma nova linguagem pode e deve ser abordada na realização de eventos culturais – a quebra de determinadas barreiras beneficia não só aqueles que carecem de acessibilidade, mas também permite que diferentes parcelas do público percebam outras formas de descobrir e interpretar o ambiente.


A interatividade por meio de toques, cheiros e sons são uma boa pedida para expandir as possibilidades a serem oferecidas – eventos culturais não são apenas para serem observados, mas também vivenciados. Um grande exemplo de sucesso ao que se refere à acessibilidade é o Memorial da Inclusão: Caminhos da Pessoa com Deficiência, no qual a expografia, projetada pela Candotti, está preparada para atender às necessidades de todos os visitantes. Para conhecer melhor este trabalho, não deixe de ler a matéria especial aqui no Blog.


Junte-se a nós e ajude a apoiar essa importante causa em favor da inclusão das pessoas com deficiência: prestigie e divulgue trabalhos que se preocupem com a questão da acessibilidade.


"Se o lugar não está pronto para receber TODAS as pessoas, então o lugar é deficiente"

Thais Frota – arquiteta e militante da causa por espaços acessíveis a todos. Seu blog tem a finalidade de promover o reconhecimento público de acessibilidade nos locais de uso coletivo. A visita é mais do que recomendada e o link você encontra logo abaixo.


Selecionamos sites com várias informações e notícias sobre o tema. Confira:

Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência – São Paulo
Thais Frota - Arquitetura Acessível
Blog Acessibilidade em Museus
Rede de Informação de Acessibilidade em Museus

 

Comentários  

 
0 #2 Andreia RIbeiro 21-06-2010 14:49
Adorei foi um dos melhores trabalhos que já vi.
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0 #1 Mariana Abreu 21-06-2010 14:47
Com certeza é algo que temos que cobrar dos museus e etc. Todos tem direito ao lazer a cultura.
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